domingo, 25 de setembro de 2011

Alzheimer

Um branco
Um vazio
O contrário da inspiração
Solidão

Uma imensidão de vultos
Fantasmas
Emoção sem razão
Razão sem sentido

No estranho,
um amigo.
Nos amigos, a dor.

Uma vida sem passado
Uma história sem percurso
A ausência presente e permanente.

Não há mais cor nesta flor.

Escrito em Belém (PA), 23/05/2009

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