
Mando recados para quem não os lê
De que adiantam?
São sinais, são pistas. Provas.
Avisos?
Chances.
Espero vozes de bocas que se calam
Falo a quem não me ouve
E sigo passos acelerados
Rumo a lugar nenhum.
Tenho o nada em tudo.
Sou tudo nada ou pelo menos muito nada.
Escrevo pra ninguém
E espero o que não sei.
Nunca indiferente.
Anseio...
Apenas não posso definir.
Vivo sem paixão
E sem solidão
Mas com solitude.
Não sei desistir.
Insisto no que não acontece
E acostumo o ser a não ser
Sendo.
SP, 26/04/2010