Tenho vindo pouco aqui. Não que tenha perdido o interesse no blog. Tampouco reduzi a escrita. Escrevo sempre. Bloquinhos e bloquinhos me acompanham nas bolsas e vivo registrando pensamentos, cenas do cotidiano, angústias e alegrias vividas ou imaginadas.
Mas há um motivo para eu publicar pouco. Nem sempre as pessoas sabem diferenciar quando escrevo ficções. Quais dos meus poemas e crônicas são inspirados na minha vida pessoal, real, e quais são pura imaginação, delírio ou mesmo inspiração em outrem?
E o mundo corporativo é cruel!
Complicado lidar com empresas tradicionais e correr o risco de ter palavras minhas mal interpretadas. Trabalhar com captação de recursos implica em ter uma imagem muito correta, muito neutra, positiva, honesta.
Por isso passei a tomar mais cuidado com as minhas publicações. Dou minhas escorregadas no Facebook, eu sei. Rede social mais rápida, imediata. Acabo me rendendo a pequenas confissões que traduzem meu humor. Mas tudo bem. Também não vou mudar quem sou ou criar uma imagem fake de mim mesma. Isso nunca! Tenho muitos defeitos e talvez o excesso de transparência seja um deles. Nunca consegui me esconder muito... Mas não pretendo mudar. Sempre ganhei mais sendo transparente. Bom, na verdade, nunca consegui me impor um personagem, ainda que às vezes eu pense que nunca consegui ser de verdade quem eu gostaria...
Mas isso é papo pra terapia! (risos)
Enfim, essa história de mundo corporativo tem a ver com aquela coisa de que à "mulher de Cesar não basta ser, tem que parecer". Não é assim o ditado? Então corro menos riscos me expondo menos. Como eu falei, nem tudo que eu escrevo é sobre mim, mas não há como quem me lê saber disso. E vamos combinar que não teria a menor graça eu inserir legendas explicativas em cada post... A graça de não saber até deve ser um estímulo. A dúvida atrai.
Vim aqui contar que não desisti do blog. A falta de tempo também colabora para o sumiço, para a redução de publicações. O mundo corporativo não é o único culpado pelo sumiço. Mas me intimida sim. Há que se conviver com os limites do que se faz.
A vida e nossas escolhas...
Pensamentos soltos + pitadas (ou palpitadas?) sobre cultura + poesias + punhado de histórias vividas ou não + contos e crônicas de uma ovelha negra bem colorida = salada bem temperada. Seja bem vindo e sirva-se à vontade!
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domingo, 25 de setembro de 2011
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Palavras desenhadas
Escrever é muito difícil
Porque as palavras ficam aí, eternizadas
(ou quase)
Para além do nosso tempo
Aliás, para muito além de mim
Já que dependem e só de fato fazem sentido
Na interpretação alheia
de cada um
Independentes do sentido em que são escritas
Danadas!
Porque as palavras ficam aí, eternizadas
(ou quase)
Para além do nosso tempo
Aliás, para muito além de mim
Já que dependem e só de fato fazem sentido
Na interpretação alheia
de cada um
Independentes do sentido em que são escritas
Danadas!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Tomei coragem

Escrever é se expor.
Escrever é se separar...
Escrever é um exercício de pensamento.
O que se escreve fica gravado, o que não significa que as opiniões sejam estáticas como letras impressas. Elas mudam.
Aí temos que escrever de novo. Reescrever.
Repensar. Se expor de novo.
E lá vou eu nessa aventura!
Mistura de antigo desejo e medo, excitação alegre de quem estréia e ansiedade séria de debater.
Aqui eu brinco, desabafo, vomito sentimentos.
Cultura e Mercado é um trabalho sério e respeitado, há mais de 12 anos no ar. Responsabilidade...
Está lá no site Cultura e Mercado, publicado pela primeira vez, um texto meu. Pensando o financiamento à cultura brasileiro a partir de uma provocação de um antigo texto, do mesmo site. Confiram e opinem.
Aguardo vocês por lá (e por aqui também).
Bééééé de ovelha, bjs de Dani.
Link direto pro meu texto:
http://www.culturaemercado.com.br/ideias/a-arte-e-o-mecenato-brasileiro/
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