Um branco
Um vazio
O contrário da inspiração
Solidão
Uma imensidão de vultos
Fantasmas
Emoção sem razão
Razão sem sentido
No estranho,
um amigo.
Nos amigos, a dor.
Uma vida sem passado
Uma história sem percurso
A ausência presente e permanente.
Não há mais cor nesta flor.
Escrito em Belém (PA), 23/05/2009
Pensamentos soltos + pitadas (ou palpitadas?) sobre cultura + poesias + punhado de histórias vividas ou não + contos e crônicas de uma ovelha negra bem colorida = salada bem temperada. Seja bem vindo e sirva-se à vontade!
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domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Página em branco
Passei meses em branco
Meses sem falar comigo mesma
Meses tentando não me ouvir
Passei meses em branco
Em branco, ninguém me ouviu
Em branco, fez-se o silêncio
Passei meses invisível
Passei meses indizíveis
Passei meses sem passar
Fiquei só a pensar
Inútil andar
Passei meses parada
Muda, calada
Branca madrugada
Silenciada
Passei meses amuada
Passei meses em branco
Sem sonho, sem conto
Passei...
em branco.
Meses sem falar comigo mesma
Meses tentando não me ouvir
Passei meses em branco
Em branco, ninguém me ouviu
Em branco, fez-se o silêncio
Passei meses invisível
Passei meses indizíveis
Passei meses sem passar
Fiquei só a pensar
Inútil andar
Passei meses parada
Muda, calada
Branca madrugada
Silenciada
Passei meses amuada
Passei meses em branco
Sem sonho, sem conto
Passei...
em branco.
domingo, 15 de agosto de 2010
Casa Vazia
A casa vazia
As paredes sujas
O silêncio e o vento
Como únicos habitantes
Poeira e odor de mofo
O espelho de sol na parede
A cadeira de balanço que não se move mais
E um imenso vazio
Nada mais
Fechando os olhos
É possível que os ouvidos
Escutem velhas risadas e gargalhadas
De um tempo que não mais existe
Das bocas que não mais se encontram
Das vozes que não estão mais presentes
Partiram no tempo
Ausências sentidas
Resta a casa quase vazia
Suja e silenciosa
Resta a memória
Aquela que não nos abandona
Acabou a família
Restam lembranças
As paredes sujas
O silêncio e o vento
Como únicos habitantes
Poeira e odor de mofo
O espelho de sol na parede
A cadeira de balanço que não se move mais
E um imenso vazio
Nada mais
Fechando os olhos
É possível que os ouvidos
Escutem velhas risadas e gargalhadas
De um tempo que não mais existe
Das bocas que não mais se encontram
Das vozes que não estão mais presentes
Partiram no tempo
Ausências sentidas
Resta a casa quase vazia
Suja e silenciosa
Resta a memória
Aquela que não nos abandona
Acabou a família
Restam lembranças
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